Terça-feira, 17 de setembro de 2019

Punir Verstappen seria incompreensível, diz chefe da Red Bull

Publicado em: 02/07/2019 às 10h18


Após uma longa análise da vitória de Max Verstappen em cima de Charles Leclerc no último domingo, no Grande Prêmio da Áustria, o chefe da Red Bull, Christian Horner, avaliou a decisão como certa e disse que teria sido incompreensível caso o resultado tivesse sido diferente.

“Não vale a pena pensar nisso porque, francamente, eles (FIA) tomaram a decisão certa. É incompreensível pensar que eles teriam mudado o pódio após uma prova como aquela. Era exatamente o tônico necessário para a Fórmula 1”, avaliou Horner.

Para ele, o ponto-chave da absolvição foi por ele ter chegado ao ponto de tangência da curva 3 antes de Leclerc. “Ele estava na frente na tangência, naquele ponto a curva já era dele. Cabe ao outro piloto tirar o pé e tentar dar o troco, caso contrário não há o que fazer naquele ponto, a curva era dele. Foi assim que os comissários viram”, disse.

Além disso, o chefe da Red Bull afirmou que a equipe nunca acreditou que o piloto tivesse feito algo de errado e nem sequer cogitou pedir ao holandês para devolver a posição ao adversário da Ferrari.

“Nós estávamos completamente convencidos de que havia sido normal, mas é claro que os comissários precisam analisar e, naquele ponto, você não sabe. Porém, creio que Tom Kristensen e os comissários que estavam lá tomaram a decisão correta. Algum dia será contra nós, mas foi uma disputa dura e justa como deve ser na F1”, concluiu.

 

No último domingo, Verstappen e Leclerc se tocaram quando o holandês ultrapassou o monegasco por dentro, a três voltas para o fim da prova. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) analisou a situação e, após ouvir os pilotos com pódio já realizado, acabou confirmando a vitória do piloto da Red Bull.

O caso acentua a polêmica da punição dada a Sebastian Vettel no GP do Canadá, quando ele cruzou a linha de chegada primeiro mas foi penalizado em cinco segundos e perdeu a primeira posição e vitória para Lewis Hamilton, da Mercedes.