Com três anos de antecedência, Marun lança Puccinelli ao governo

Publicado em: 18/07/2019 às 13h57

Cpo Gde News

Se depender do MDB, a eleição de 2022 para a sucessão de Reinaldo Azambuja terá de volta o coraçãozinho e o “Amor Trabalho e Fé”, slogan grudado na imagem política do ex-prefeito de Campo Grande e ex-governador por duas vezes de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, há mais de duas décadas o principal nome da legenda no Estado. Mesmo depois de prisão de quase seis meses, da qual André saiu em dezembro, o médico de 71 anos foi “lançado” para a disputa pelo fiel escudeiro Carlos Marun, conselheiro da usina de Itaipu, graças ao ex-presidente Michel Temer, e terceiro vice-presidente do diretório estadual emedebista.

Durante agenda nesta quinta-feira (18), no Aeroporto Internacional de Campo Grande, Marun foi perguntado sobre suas ambições políticas e, de cara, defendeu a candidatura de Puccinelli. “Sou um sargento dentro do Exército do MDB que pretende levar André ao governo do Estado em 2022”, declarou.

“Esse é o planejamento do partido, eleger o André como governador nas próximas eleições”, complementou. Marun afirmou, ainda que, se for para “ajudar o André”, topa inclusive uma candidatura a deputado federal ou ainda ser um coordenador de campanha.

Há uma eleição antes, para prefeito, no ano que vem, e o nome do “Dr André” já foi citado, mas segundo Marun, o partido “tem convicção” de que André será o candidato em 2022 e não a prefeito. Pela observação do conselheiro de Itaipu, “não está nos planos nem do ex-governador nem do partido” o lançamento a prefeito.

“Eu, Marun, até penso diferente, entendo que deveria avaliar essa alternativa, pois o André é o nosso candidato natural também para prefeito, mas até agora não vi nenhum sinal dele de que ele tenha essa pretensão”, relatou. Citou como evidencia do interesse em disputar o comando do Parque dos Poderes o fato de a agenda de André ser toda no interior de MS, com reuniões e visitas. “O planejamento é 2022”, repetiu.

Vai não vai – André Puccinelli não disputa eleição desde que ganhou o segundo mandato de governo, em 2006, ainda no primeiro turno, com 61% dos votos. Desde 2017, vive um terremoto jurídico, sob acusação de participação em esquemas de desvio de dinheiro público. Ele é investigado pela operação Lama Asfáltica, que apura, em apenas uma de suas fases, a Papiros de Lama, prejuízo de R$ 230 milhões aos cofres públicos.