Os amores de hoje, não são iguais aos de ontem? - Benê Cantelli

12/11/2017 14h25 - Por: Autor
 
 
Benê Cantelli. Professor, apresentador e campista. Foto: Arquivo/DivulgaçãoBenê Cantelli. Professor, apresentador e campista. Foto: Arquivo/Divulgação

Podem não ser. E, se não são, onde estão as diferenças?

É chegada a hora de bater um longo papo com nossos pais, às vezes, melhor ainda, um esticado papo com nossos avós. Eles podem contar, porque viveram as duas épocas. Tenho comigo, que muitas das histórias que contam, algumas são eivadas de inverdades, ou no mínimo, muitas não tem fundamento.

Certa feita, ouvi dizer, num desses papos, à beira de uma esquina e, sem maiores propósitos, que os idosos de antanho, eram mais fortes e mais resistentes. Davam como exemplo, o fato de haver um número quase imperceptível de idosos com Alzheimer. Talvez os ignorantes, não por má fé, mas por desconhecimento biológico, não sabiam que o número de idosos não eram tantos quanto existem hoje e, mais, a idade dos que eram chamados de idosos, poucos passavam dos 60 ou 65 anos. Claro que podemos pensar que antes de existir o Alzheimer, em conhecimento público, poucos eram os idosos que alcançavam a idade para mostrar o tal Alzheimer.

Neste caso e enveredando pelo mesmo raciocínio, podemos pensar que, com relação ao amor, acontece da mesma forma?

Muitas formas de comportamento humano, são muito diferentes de um e outro tempo. Muitas, sem dúvida. Contudo, para alguns, aquele tipo de comportamento mais comprometido com princípios bíblicos era, erroneamente, derivado da falta de cultura e, enfim, falta de visão das coisas e dos tempos.

A vida tinha um significado muito maior do que nos hodiernos tempos. A morte, talvez, ainda mais. Não se admitia a morte de alguém por banalidades, bonés ou tênis, por exemplo. Era usual e de consoante respeito um féretro passando pelas ruas da cidade, as portas dos estabelecimentos comerciais serem baixadas, em sinal de respeito, ao morto, não apenas a seus amigos e familiares.

A educação moral e cívica dos cidadãos eram conhecidas e respeitadas por todos, mormente por aqueles que detinham cargos, funções ou poder político.

Símbolos nacionais, como Escudo, Bandeira e Selo que, hoje, poucos conhecem, eram motivo de veneração e respeito. Contudo, tenho a maior convicção de que a ausência de Deus, tanto no relacionamento dos pares, como reconhecimento de seu valor em nossas vidas, é o motivo fundamental e inexorável. Posso afirmar, sem o menor pudor a erro, que uma sociedade humana, sem Deus, é muito pior do que uma coletividade de animais.

É algo comum encontrar entre os meios de comunicação social, cenas entre animais que assustam e invejam a muitos de nós. Parece que não estamos tão acostumados a ver isso entre nós e causa estupefação ver entre os animais.

É bom salientar, até porque deve ser levado em conta, o fato de que, ao analisarmos a vivência humana, do ponto de vista histórico, encontramos essa selvageria, desde os mais remotos tempos.

Os tipos e formas de realizar as barbáries entre Romanos, os Bárbaros de maneira geral, os chineses e nos tempos medievais, torturas e transgressões que assustam, até os dias de hoje.

A pesar do ser humano ter sido gerado e criado sob a égide de nascer sob a imagem e semelhança de Deus, algo nele saiu totalmente diferente.

Com relação ao AMOR, captei um texto que nos remonta a tempos melhores, pelos conceitos que expõe e, com ele, encerro este trabalho: "Apaixone-se por alguém que te curte, que te espere, que te compreenda mesmo na loucura; por alguém que te ajude, que te guie, que seja teu apoio, tua esperança. Apaixone-se por alguém que volte para conversar com você depois de uma briga, depois do desencontro, por alguém que caminhe junto a ti, que seja teu companheiro. Apaixone-se por alguém que sente sua falta e que queira estar com você. Não apaixone-se, apenas, por um corpo ou por um rosto; ou pela ideia de estar apaixonado". Tati Bernardi

Por isso, podemos dizer: A fé em Deus nos faz crer no incrível, ver o invisível e realizar o impossível!

Bom dia. Melhores tempos.

Professor e Campista

bncantelli1@gmail.com

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