Até na educação, mentiras e falácias? - Benê Cantelli

12/08/2017 18h15 - Por: Autor
 
 
Benê Cantell.,Professor e Campista. Foto: DivulgaçãoBenê Cantell.,Professor e Campista. Foto: Divulgação

Desculpem-me, mas, quanto mais vejo, e isso é a toda hora, a propaganda do Novo(?) Ensino Médio, revira meu estômago. Será que esse governo tem ideia de que até na Educação, formamos uma classe, onde somos desprovidos de entendimento, memória e cérebro?

Não fui consultado. Você foi?

Quem teria respondido a pesquisa de onde esse governo auferiu o resultado de 72% de aprovação para esse tal novo Ensino Médio?

Oh! Deus, onde esse governo quer nos levar? O que pretende ganhar com tudo isso? O que é novo, neste tal, Novo Ensino Médio?

Coloco todos meus companheiros de estudos pedagógicos, não somente os formados em Pedagogia, para relembrar o teor da lei 5692, de 1971, há mais de 21 anos, que tinha o verdadeiro formato da Escola que pretendia formar os jovens para o Trabalho. Completa, mas que nunca foi levada a sério pois, enfrentava a lei 5540/68, que versava sobre a entrada deste mesmo educando nas fileiras das Universidades, em frontal contra senso com a nova lei.

À época em que cursei meus Estudos no Brasil, a Lei que doutrinava o Ensino era a Lei 4024, de 1961. Passados, dez anos, sobreveio a lei 5692 de 1971. Uma das mais completas sobre a Educação Brasileira foi esta, do ano de 1971.

Com relação ao Ensino Médio, à época denominado de Ensino de Segundo Grau, dispunha sobre a Formação integral do Adolescente. Poderia haver algo mais edificante? Era a forma perfeita que o governo havia encontrado para os alunos que ainda viviam sob a égide do governo Revolucionário Militar.

A lei 5692, trazia em seu bojo a verdadeira revolução do Ensino no Brasil. Esta lei havia entrado em vigor, deixando fora das Escolas, a lei 4024 que denominava a Escolaridade em dois Ciclos, Primeiro e Segundo Ciclos.

Doravante, o que havia sido CICLOS, agora era chamado de GRAUS.

Quando voltei da Espanha, depois de 4 anos Universitários, notei que meus estudos no Brasil, divididos em Ciclos, haviam evoluído(?) para Graus.

Naquela época, a Lei 5692, dispensava atenção especial a Formação Integral do Adolescente. Em verdade, uma autentica professora para os SÁBIOS(?) que modelaram a atual Lei que prevê a formação profissional, mormente, em tempo integral, para os adolescentes de hoje.

Veja como era a disposição da Lei 5692:

-No Primeiro Grau (alunos que chamamos hoje de Fundamental), a Lei previa; "Sondagem de aptidões", enquanto no Segundo Grau (Médio de hoje) o propósito era: Com base no resultado da Sondagem de aptidões, a Formação para o Trabalho.

Hoje estamos sob o império de outra lei, a 9394 de 1996. Tão profunda e eficaz que poucos a conheciam, depois de mais de 21 anos. Esta é a Lei que nosso governo joga na TV e em todos os meios de Comunicação, dando a entender que descobriram, agora, o fantasioso "ovo de Colombo".

É evidente que brincamos muito, com tudo no Brasil. Porém, não é de bom alvitre em lugar algum, brincar com a Educação.

Num país que pretende estar entre os melhores para se viver, é ainda pior. Evoluímos tanto, com tantas leis, que atualmente o MEC, não vendo outra alternativa para alguns (muitos) alunos alcançarem por próprios méritos o acesso a uma Universidade, criou atalhos e vertentes insatisfatórias, como PROUNI, COTAS raciais e outras, que, em nada melhoraram a Educação de nossos Jovens.

Já nos disseram: "Se atalho fosse bom, não haveria Caminhos".

Vergonhoso! Lastimável conceito sobre Educação tem nosso governo e povo.

Bom dia. Isso, um dia seremos diferentes.

Professor e Campista

Bncamtelli1@gmail.com

Envie seu Comentário